ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DE SURDOS ORALIZADOS USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR

RESUMO 

Tendo em vista que as dificuldades encontrados pelos estudantes surdos oralizados  usuários de implante coclear em relação a uma única abordagem metodológica de  ensino de alfabetização e letramento, pesquisa-se sobre a alfabetização e letramento  de surdos oralizados usuários de implante coclear a fim de identificar a correlação de  quais métodos de alfabetização podem auxiliar na construção do conhecimento  durante o processo de alfabetização e letramento dos estudantes surdos oralizados  usuários de implante coclear, para tanto é necessário comprovar de que forma a  alfabetização e o letramento podem ser trabalhados com os estudantes; analisar a  correlação de métodos de alfabetização, que podem ser trabalhados de forma que  favoreçam o estudante nas práticas sociais de leitura e escrita; descrever o papel do  professor em como promover mediações e intervenções de acordo a combinação das  abordagens metodológicas. Realiza-se então uma pesquisa bibliográfica, descritiva,  exploratória e qualitativa. Diante disso, verifica-se também o papel do professor como  mediador das práticas conduzidas ao aprendizado de seus alunos e o que impõe a  constatação de uma pesquisa com tema, problema e objetivos devidamente atendidos  de forma significativa.

PALAVRAS-CHAVE  

Alfabetização, Letramento, Método, Implante Coclear.

1 INTRODUÇÃO 

O presente estudo abordará como a alfabetização e o letramento dos  estudantes surdos oralizados usuários de implante coclear podem ser construídos  através da correlação de métodos de alfabetização, entre a combinação de  abordagens que possam levar o estudante ao exercício da prática social da leitura e  escrita. 

O surdo oralizado usuário de implante coclear, são surdos congênitos ou  adquiridos que utilizam a língua oral para se comunicar, devido ao uso do seu implante  coclear, ou ouvido biônico, que é implantado cirurgicamente de forma parcial, pois  possui componentes internos e externos, possibilitando assim uma audição bem  próxima da fisiológica. Sendo assim, os surdos oralizados possuem como língua  materna o português escrito e falado. 

Dentro desse contexto, questiona-se: como podemos levar o estudante surdo  oralizado usuário de implante coclear ao exercício das práticas de leitura e escrita,  através da correlação de métodos de alfabetização? 

Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivos: Identificar a correlação  de quais métodos de alfabetização podem auxiliar na construção do conhecimento  durante o processo de alfabetização e letramento dos estudantes surdos oralizados  usuários de implante coclear; comprovar de que forma a alfabetização e o letramento  podem ser trabalhados com os estudantes; analisar a correlação de métodos de  alfabetização, que podem ser trabalhados de forma que favoreçam o estudante nas  práticas sociais de leitura e escrita; descrever o papel do professor em como promover  mediações e intervenções de acordo a combinação das abordagens metodológicas.

Justifica-se a pesquisa por conta das dificuldades relacionadas a compreensão  de seus professores, na escolha de uma única metodologia como estratégia de  ensino, 

na qual direcionem seus alunos para o desenvolvimento das habilidades de  leitura e escrita de forma geral, não respeitando a necessidade de cada um. 

O devido artigo tem como relevância apresentar um caminho eficaz e assertivo  para o processo de alfabetização e letramento dos alunos, correlacionando diferentes  métodos de alfabetização já utilizados por professores de forma isolada, fazendo  assim mediações e intervenções necessárias de forma pedagógica, para ampliar e  compor o conteúdo para a aquisição da leitura e escrita durante o exercício das  práticas sociais de leitura. 

Tendo também como fundamento apontar as estratégias metodológicas,  visando professores mais preparados no âmbito educacional direcionado ao  estudante surdo oralizado usuário de implante coclear. 

Os procedimentos metodológicos utilizados durante a pesquisa têm caráter  bibliográfico descritivo baseado em artigos, livros, dissertações, relacionados ao  objetivo geral do tema proposto como forma de solucionar o problema evidenciado,  estabelecendo hipóteses e fazendo verificações necessárias que poderão solucioná-lo. 

Para a chegar as informações, propõe-se através de uma pesquisa exploratória  e qualitativa fundamentada em conceitos da Base Nacional Comum Curricular, e em  autores como Magda Soares, Fernando Capovilla, Renata Jardini, Jean Piaget, na  qual foi feita uma leitura interpretativa, avaliando o conteúdo das literaturas  consultadas, levantando assim informações sobre os conceitos de alfabetização,  letramento e métodos de alfabetização fundamentadas pelos autores. Pode-se citar como palavras-chave: Alfabetização, Letramento, Métodos, Surdos, Oralizados,  Implante Coclear.

2 REVISÃO DE LITERATURA 

2.1 A ALFABETIZAÇÃO E O LETRAMENTO PODEM SER TRABALHADOS COM  OS ESTUDANTES SURDOS ORALIZADOS USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR. 

Os métodos de alfabetização a serem abordados na pesquisa são o Método  das Boquinhas, Método Fônico, Método Tradicional e a Teoria Construtivista, que  possuem estratégias que podem ser correlacionadas de acordo as necessidades de  aprendizagem do estudante surdo oralizado usuário de implante coclear, favorecendo  assim a construção de seu conhecimento. 

Na visão de Soares (2017), é preciso a combinação de vários métodos para  alfabetizar, por que para a aquisição da leitura e escrita é necessário o uso de  metodologias e estratégias diferentes. Para isso o professor precisa conhecer as  técnicas de leitura e escrita, saber que ler e escrever possui processamentos  cognitivos diferentes e que a alfabetização e o letramento são ações distintas que se  integram e ambas são importantes para o processo de ensino-aprendizagem. 

Os estudantes citados, são crianças que possuem o português falado como  língua materna, portanto para processo de alfabetização e letramento desse sujeito é  indispensável que haja múltiplas estratégias que venham conduzir de maneira  assertiva o aprendizado de cada estudante, tornando necessária a soma das  metodologias, de acordo as necessidades do aprendiz, pois cada sujeito é único e  deve ser visto de forma individual. Sobre os métodos de alfabetização, Soares diz o  seguinte: 

Não há como reduzir a complexidade do processo a um método, se você entende método como agir alicerçado em fundamentos teóricos.  No caso da alfabetização, fundamentos psicológicos – psicologia do desenvolvimento, cognitiva, no que se refere à criança – e fonologia,  psicolinguística, sociolinguística, no que se refere ao objeto. Pode haver vários métodos que funcionem ao mesmo tempo.  (SOARES,2017, p.16)

A alfabetização e o letramento podem ser trabalhados de maneira  compreensível em crianças surdas oralizadas se o seu professor oferecer apoio  prático e fundamental no decorrer das atividades propostas em sala de aula seguindo  orientações como chamar a atenção do aluno quando houver necessidade,  certificando sempre sua atenção durante as explicações, manter a sala bem

iluminada, falar de frente sem grandes movimentos enquanto fala, não bloquear  o rosto enquanto fala, de forma que o aluno possa fazer a leitura orofacial, que é a  capacidade de compreender uma mensagem falada através de pistas visuais como  por exemplo, movimentos dos lábios, expressão da face, sempre que possível fazer a  associação da fala com a imagem e a escrita. 

São orientações simples que contribuem para o melhor desempenho de todos  os estudantes em sala, garantindo uma aprendizagem natural do conteúdo dado e  mediado pelo professor, assegurando as habilidades e competências identificadas na  Base Nacional Comum Curricular, que diz o seguinte o item 4 das Competências  Gerais da Educação Básica:

Utilizar diferentes linguagens verbal (oral ou visual-motora, como LIBRAS e escrita) corporal, visual, sonora e digital, bem como conhecimento de linguagens artísticas, matemática e científica para se  expressar, partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos  em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao  entendimento mútuo. (BNCC,2017, p 13)

Portanto, diante das afirmações citadas na Base Nacional Comum Curricular,  que é um documento norteador para o sistema de ensino de todo o Brasil, todo  estudante seja ele de escola pública ou privada, portadores de necessidades  especiais ou não tem o direito de uma aprendizagem que auxiliem na construção e  aprimoramento do seu desenvolvimento no âmbito escolar e na sua preparação para  os desafios encontrados em seu dia a dia, compreendendo assim o letramento, que  por sua vez, é a ação de ler e escrever percebendo a linguagem como exercício dos  diversos contextos sociais. 

Com o estudante surdo oralizado usuário de implante coclear, essa prática não  é diferente, pois ouvir assim como ler e escrever é uma habilidade garantida pela Base  Nacional Comum Curricular, que precisam ser construídas através do meio cultural  em que estas crianças são expostas e através da mediação feita pelo professor, que  é parte fundamental quando se fala em conduzir o aluno a busca de suas memórias  preexistentes e a conduzi-lo na organização de suas hipóteses de leitura e escrita. 

Para Hübner é importante dizer que:

Ler e escrever são invenções culturais, que demandam uma readaptação para sua aprendizagem. Aí entra o papel do adulto, em  geral do professor, que apresentará à criança um sistema, convencional e arbitrário, de representação da cadeia sonora da fala.  (HÜBNER,2017, p.32)

Esta construção é feita através de funções que desenvolvem a consciência  fonológica, através de atividades lúdicas com rimas e aliterações, na construção do  vocabulário por meio de histórias, na apresentação de textos de diversos gêneros,  das variadas funções da escrita, no aprendizado do nome próprio, do nome dos  colegas de classe, na identificação do som das letras, na construção e segmentação  oral e escrita de palavras, nas atividades despertem no aprendiz a atenção, no saber  compreender o que fala e o que o outro diz, na indução do diálogo. 

O professor sempre atuando como mediador do conhecimento, despertando a  curiosidade e estimulando o espírito questionador do aluno, adaptando e organizando  seus conhecimentos adquiridos de maneira informal, levando-o a uma compreensão  do sistema linguístico desenvolvendo um conjunto de habilidades cognitivas que são  de suma importância na criação de estratégias e na aquisição das práticas sociais de  leitura e escrita.

2.2 CORRELAÇÃO DE MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO QUE PODEM SER  TRABALHADOS DE FORMA QUE FAVOREÇA O ESTUDANTE NAS PRÁTICAS  SOCIAIS DE LEITURA E ESCRITA. 

A criança aprende a ler e escrever convivendo com leitura e escrita reais,  portanto para isso é preciso fazer a relação dos sons com as letras porque a escrita  alfabética é um registro dos sons da língua, é transformar fonema em grafema. E com  o aluno surdo oralizado usuário de implante coclear, não é diferente, a questão é como  ele vai aprender que é necessário fazer associações do convívio da língua escrita em  situações diversas, como leitura de livros, revistas, jornais e ao mesmo tempo o  professor deve direcioná-lo em como aprender a ler e a escrever, que é onde entra os  conceitos de alfabetização e letramento e a correlação dos métodos de alfabetização. De acordo com Soares (2004, p.14):

A alfabetização se desenvolvendo contexto e por meio de práticas  sociais de leitura e de escrita, isto é, através de atividades de  letramento e este por sua vez, só se pode desenvolver no contexto da e por meio da aprendizagem das relações fonema -grafema, isto é, em  dependência da alfabetização. (apud TERAO,2020, p.14)

Um modo de ensinar de forma que venha garantir essa aprendizagem é  fazendo ligação de algumas estratégias vistas no Método Fônico, Método das  Boquinhas, Método Tradicional e a Teoria Construtivista, lembrando que assim os  métodos devem ser sempre aplicados de acordo as necessidades de aprendizagem  individual do aluno. Na visão de Guarezi (2020), a correlação dos métodos de  alfabetização, sendo eles o fonético, o tradicional e o das boquinhas auxiliam no  processo de desenvolvimento das habilidades auditivas que por sua vez levam ao  objetivo maior que é o desenvolvimento da linguagem e o desenvolvimento e  aprendizado da leitura e escrita. (informação verbal) 

O Método das Boquinhas é sobretudo uma metodologia multissensorial que  envolve associação fonema/grafema/articulema, que por sua vez promovem o  processo de alfabetização. É um método que recorre a duas áreas de conhecimento  a Fonoaudiologia e a Pedagogia. A autora Jardini (2010, p.155) diz que: 

O Método Fonovisuoarticulatório, carinhosamente apelidado de  Método das Boquinhas, utiliza-se além das estratégias fônicas (fonema/som) e visuais (grafema/letra), as articulatórias (articulema/Boquinha). Seu desenvolvimento foi alicerçado na Fonoaudiologia, em parceria com a Pedagogia, que o sustenta no sentido de alfabetizar quaisquer crianças e mediar/reabilitar os distúrbios da leitura e escrita […] Sua fundamentação encontra-se também nos estudos de Dewey (1938), Vygotsky (1984,1989), Ferreiro (1986), Watson (1994), entre outros, cujas ideias são resumidas numa percepção holística frente a alfabetização, tendo a visão da linguagem como ponto focal da aprendizagem. (apud TERAO,2020, p.20) 

Portanto é um método que visa auxiliar o processo de alfabetização, com base  em estudos fonológicos e pedagógicos, mediando a construção de leitura, escrita e  suas práticas com exercícios que usam a imagem articulada da boca conforme o  fonema/grafema. 

O Método Fônico por sua vez, é uma metodologia que destaca a  correspondência entre os grafemas e os fonemas, contribuindo para a construção da  ciência fonológica, é simplesmente ensinar aos alunos os sons das letras e depois  combiná-los na construção de palavras. Falando em criança surda oralizada usuária  de implante coclear, o método precisa ser adaptado a leitura orofacial e ao tato,  quando precisamos diferenciar por exemplo, as consoantes com vibração e sem  vibração na corda vocal, respectivamente surdos (f), sonoro (v), que são exemplos de  consoantes fonologicamente parecidas. 

Em uma entrevista no canal do YouTube Como Educar Seus Filhos, Capovilla  afirma que: 

O Método Fônico deve ser adaptado as necessidades do educando. No caso do surdo, por exemplo, o Método Fônico deve ser precedido da língua de sinais ou se a criança tiver um implante coclear, de reabilitação auditiva, com o método de leitura orofacial. (CAPOVILLA,2017) 

O Método Tradicional e a Teoria Construtivista só vêm a agregar com suas  contribuições para a alfabetização dos alunos surdos oralizados usuários de implante  coclear. O Método Tradicional é um método antigo que atua na correspondência do  som e grafia, oral e escrita, focando na repetição de exercícios e o uso da memória,  que são estratégias importantes a serem exploradas pelos professores destes alunos,  já a Teoria Construtivista, baseada nas pesquisas de Jean Piaget é conhecido na  construção do conhecimento, na interação com o outro, no aluno como protagonista  do aprendizado e do ponto de vista linguístico compreende a aquisição da leitura e  escrita através da prática, do despertar da curiosidade.

Então cada método em particular possuem estratégias significativas que  correlacionadas auxiliam de forma assertiva o processo de alfabetização e letramento  do aluno surdo usuário de implante coclear que precisa conhecer o som de cada letra,  a gesticulação, a leitura orofacial precisa estabelecer ligação entre o fonema e o  grafema, se apropriar do sistema de escrita alfabética, precisam estar inseridos num  mundo letrado através de diversas formas textuais, na prática da leitura e escrita, onde também precisam construir seu conhecimento através da mediação do professor.  Soares define que métodos de alfabetização são: 

Conjuntos de procedimentos fundamentados em teorias e princípios linguísticas e psicológicos, mas suficientemente flexíveis para que, na prática pedagógica, possam superar as dificuldades interpostas por fatores externos que interfiram na aprendizagem dos alfabetizandos.  (SOARES,2019, p.53) 

Entretanto para que a correlação dos métodos citados favoreça o estudante  durante o processo de alfabetização e letramento. O professor precisa estar atento as  necessidades do educando, explorar o conhecimento prévio de cada aluno e aplicar  de modo assertivo as estratégias pedagógicas de cada método para que o aluno surdo  oralizado usuário de implante coclear consiga construir seus conhecimentos, assim  como qualquer outro aluno na mesma fase de aprendizagem. Na opinião de Fugiwara  (2020) o professor precisa acreditar no potencial de seu aluno e aplicar a metodologia  de acordo com a necessidade e desempenho dela. (informação verbal).

2.3 O PAPEL DO PROFESSOR EM COMO PROMOVER MEDIAÇÕES E  INTERVENÇÕES DE ACORDO A COMBINAÇÃO DAS ABORDAGENS  METODOLÓGICAS. 

O papel do professor é mais do que simplesmente transferir conhecimento para  que o aluno avance significativamente em seu processo de aprendizagem. Ele precisa  ter como ponto de partida conhecer a realidade do aluno e da família, já que a prática  pedagógica da escola vai além de seu currículo formal, ela também cumpre funções  dada pela sociedade. 

Mas falando em conteúdo de aprendizagem, o professor necessita buscar  meios de fazer mediações e intervenções necessárias para que assegurem a  construção de saberes de seus alunos. A função docente tem como objetivo principal  desenvolver o potencial de cada aluno fortalecendo os processos de pensamento  lógico e raciocínio como forma de compreender o uso da leitura e escrita em práticas  sociais quando se fala em processos que envolvem alfabetização e letramento. 

O pedagogo como alfabetizador, não precisa necessariamente decorar todas  as práticas e metodologias, mas ter a capacidade de fazer a relação dos conteúdos  com a realidade dos alunos, onde ele possa criar vínculos através de diálogos,  fortalecendo o sentido de acolher as diferenças reconhecendo que cada estudante é  único, que aprende de forma diferente dentro do mesmo contexto. De acordo com  Araújo: 

O papel do educador em sala de aula é muito desafiante. Saber usar métodos, processos e técnicas de ensino é fundamental, por que são eles que o ajudam a alcançar os objetivos educacionais e a  desempenhar melhor o seu papel de educador, especialmente o de  alfabetizando. (ARAÚJO,2010, p.25) 

Diante disso, o professor precisa construir roteiros educativos através de seus  conhecimentos teóricos e metodológicos com foco numa aprendizagem que  compreenda o aluno de maneira integral e identificando suas individualidades,  reconhecendo seus saberes, colaborando para que o estudante chegue a seus  objetivos. Ele precisa assumir o papel de mediador, provocando o aluno a aprender a  partir de seus questionamentos, estimulando sua participação em todos os momentos  de aprendizado dentro do ambiente escolar. É fundamental estar em constante  formação, atento as novas formas, estratégias de aprendizagem, utilizando de todos os recursos para atender de forma significativa a individualidade  dos discentes. 

A alfabetizadora Kaviski (2020), diz que na alfabetização de crianças usuárias  de implante coclear, é necessário a abordagem feita com a combinação de  metodologias, pois os métodos têm seus pontos positivos e negativos e cabe ao  professor selecionar os pontos fortes de cada um para atender a individualidade de  cada criança. (informação verbal) 

É fundamental que ele compreenda que as dificuldades de uma criança surda  oralizada usuária de implante coclear são muito parecidas com as que a criança  ouvinte apresentam, é necessário identificar e reconhecer a diferença entre os alunos  e assegurar para que o conhecimento seja compreensível por todos, o importante é  perceber na prática e ter a sensibilidade de qual melhor caminho a seguir. Segundo  Araújo: 

O ensino de hoje não se fundamenta em decorar mecanicamente as informações, mas sim ter a capacidade de fazer as associações dos conteúdos com a realidade dos alunos, com a abertura de  questionamentos e discussões dos assuntos ministrados em sala.  (ARAÚJO,2010, p.27) 

O professor alfabetizador necessita estar sempre atento a tudo que se diz  respeito a educação, as novas práticas e técnicas de ensino para que possa melhorar  seu desempenho em como promover o aprendizado de seus alunos com  responsabilidade de modo que venham auxiliar no processo de alfabetização de cada  um. 

O profissional de educação comprometido com o aprendizado de seu aluno, é  aquele que orienta, ajuda, organiza e media, provoca espanto e curiosidade no intuito  de dar sentido e construir sentido através dos princípios éticos que se espera de um docente.

3 CONSIDERAÇÕES FINAIS 

Quando se iniciou o trabalho de pesquisa foi constatado que, os estudantes  surdos usuários de implante coclear encontravam em seu processo de alfabetização  dificuldades relacionadas a seus professores e a escolha de apenas uma metodologia  como estratégia de ensino que direcionasse seus alunos ao desenvolvimento de suas  habilidades de leitura e escrita e por isso era importante estudar sobre a alfabetização  e letramento de surdos oralizados usuários de implante coclear. 

Diante disso a pesquisa teve como objetivo geral identificar a correlação de  quais métodos de alfabetização podem auxiliar na construção do conhecimento  durante o processo de alfabetização e letramento dos estudantes surdos oralizados  usuários de implante coclear foi efetivamente atendido, pois foi possível verificar nas  metodologias os pontos positivos que podem ser correlacionados para a aquisição do  devido processo de alfabetização e letramento. 

O objetivo específico inicial era comprovar de que forma a alfabetização e o  letramento podem ser trabalhados com os estudantes no qual foi propriamente  atendido pelo fato de identificar estratégias e orientações direcionadas ao estudante,  com a qual podem ser aplicadas em sala de aula, trazendo benefícios para toda a  turma. 

O segundo objetivo específico era analisar a correlação de métodos de  alfabetização, que podem ser trabalhados de forma que favoreçam o estudante nas  práticas sociais de leitura e escrita que também foi atendido devido a pesquisa ser  estritamente direcionada a algumas metodologias, teorias e práticas de alfabetização  relatando como podem ser trabalhados em sala de aula respeitando a individualidade  de cada estudante. 

O último objetivo específico, descrever o papel do professor em como promover  mediações e intervenções de acordo a combinação das abordagens metodológicas,  foi atingido de forma significativa por abordar o papel do professor como alfabetizador  levando em consideração sua responsabilidade quando se trata em como conduzir o  aluno a descoberta de seus saberes através de mediações e intervenções feitas de  maneira que promova o aprendizado de seu aluno. 

O problema identificado tratava-se em como podemos levar o estudante surdo  oralizado usuário de implante coclear ao exercício das práticas de leitura e escrita, através da correlação de métodos de alfabetização, também respondido através de  informações, questionamentos dos objetivos traçados e das pesquisas feitas com  embasamento teórico. 

As dificuldades e limitações encontradas foram a busca de materiais e autores  que comprovassem a abordagem da pesquisa, onde pouco se fala de surdos  oralizados e ainda menos do seu processo de alfabetização e letramento.  Normalmente as pesquisas são direcionadas aos surdos que possuem a língua de  sinais como língua materna, o que não é o caso tratado na pesquisa, já que foi citado  que o surdo oralizado abordado na pesquisa tem como língua materna o português  escrito e falado. 

Recomenda-se a devida pesquisa primeiramente a pais de crianças que se  deparam com tantos obstáculos encontrados durante o período de alfabetização de  seu filho, por não entenderam qual caminho devem seguir, logo após, a professores  que buscam aprimorar seus conhecimentos na tentativa de oferecer estratégias  assertivas na organização dos saberes de seus alunos e na intenção que  compreendam que um aluno usuário de implante coclear tem basicamente as mesmas  dificuldades de um aluno ouvinte e que as estratégias direcionadas a um pode  contribuir na evolução do outro. 

Destina-se também a aqueles que venham fazer uma pesquisa que aborda o  mesmo assunto na intenção de encontrar determinados autores livros e materiais que  possam contribuir em sua revisão de literatura.

REFERÊNCIAS 

ARAÚJO, Maria José de Azevedo. Escrita, Alfabetização e Letramento.  Aracaju: UNIT,2020. 

BARROS, Rubem. Desafios da alfabetização. Revista Neuroeducação, São  Paulo, n.9, p.12-19,2017. 

CAPOVILLA, Fernando. 1Vídeo (13min30s). Nenhuma criança deve ser deixada para trás,2017 Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?&nbsp; v=R6r0ghEVZJ4&feature=emb_logo>. Acessado em: 14 out.2020. 

EDUCAÇÃO, Ministério da. Base Nacional Comum Curricular. Brasil, 2017. 

FUGIWARA, Katia. Depoimento [set.2020]. Entrevistador. Carolina Ferreira  Silva. Feira de Santana; UNIT, 2020. Questionário eletrônico (5 questões). Entrevista  concedida para a pesquisa alfabetização e letramento de surdos oralizados usuários  de implante coclear. 

GUAREZI, Vania Sutil. Depoimento [set.2020]. Entrevistador. Carolina Ferreira  Silva. Feira de Santana; UNIT, 2020. Questionário eletrônico (5 questões). Entrevista concedida para a pesquisa alfabetização e letramento de surdos  oralizados usuários de implante coclear. 

HÜBNER, Lilian Cristine. Para formar novos leitores. Revista Neuroeducação,  São Paulo, n.9, p.31-37, 2017. 

KAVISKI, Adriana. Depoimento [set.2020]. Entrevistador. Carolina Ferreira  Silva. Feira de Santana; UNIT, 2020. Questionário eletrônico (5 questões). Entrevista  concedida para a pesquisa alfabetização e letramento de surdos oralizados usuários  de implante coclear. 

SOARES, Magda. Alfabetização: A questão dos métodos. 1ed., São Paulo:  Contexto, 2019. 

TERÃO, Mayumi Yabe. Contribuições do método das boquinhas para o  processo de alfabetização Disponível em:  <https://metododasboquinhas.com.br/artigos-cientificos/&gt;. Acesso em: 14  out.2020.

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