Treinamento auditivo para usuários de Aparelhos Auditivos e Implante Coclear

A perda auditiva do tipo sensorioneural (a que acomete a cóclea e causa um dano irreversível) está presente em 360 milhões de pessoas no mundo segundo o último dado de 2017 e sabe-se que com o declínio da idade esse número tem a tendência a aumentar, além de estar relacionado a quadros de problemas de comunicação, depressão e isolamento social quando não há adesão ao tratamento e estudos atuais correlacionam a perda de audição ocasionado pelo envelhecimento à demência. Como uma das formas de reabilitação da audição é necessário que indivíduos com perda auditiva sensorioneural utilizem dispositivos eletrônicos como aparelhos de amplificação sonora individual (AASI) e ou implante coclear de acordo com cada caso específico, grau e configuração da perda auditiva.

Algumas dicas para exercitar a memória auditiva

Também conhecida como memória ecóica, a memória auditiva faz parte de um dos registros sensoriais mais importantes da nossa vida. É a responsável pela soma de informações sonoras que as pessoas recebem auditivamente. Por isso, ela conta com uma extensa área de armazenamento e, mesmo sendo de curto prazo, é mais longa do que aContinuar lendo “Algumas dicas para exercitar a memória auditiva”

A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO PRECOCE DA SURDEZ

O cérebro de um bebê nasce imaturo e é uma máquina de aprendizagem! Passa por uma modelagem durante o desenvolvimento e recebe informações do ambiente, construindo seus circuitos neuronais e sinapses. Os sistemas sensoriais são a nossa porta de entrada, como a audição. A PLASTICIDADE NEURONAL é a capacidade do sistema nervoso de se reorganizarContinuar lendo “A IMPORTÂNCIA DO TRATAMENTO PRECOCE DA SURDEZ”

Mapeamento do Implante Coclear

O implante coclear é um dispositivo eletrônico biomédico, biocompatível e durável,  desenvolvido para realizar a função das células ciliadas que estão danificadas ou não estão  presentes, transformando a energia sonora em baixos níveis de corrente elétrica, e proporcionar  a estimulação elétrica das fibras remanescentes do nervo auditivo (Costa AO,1998). O processo  pelo qual é determinadoContinuar lendo “Mapeamento do Implante Coclear”

Preservação Auditiva e Implante Coclear

Como bem sabemos,  o implante coclear (IC) é indicado para restaurar audição em pacientes com perda audição neurossensorial severa-profunda ,quando os aparelhos auditivos convencionais não são eficazes. Com os avanços contínuos na tecnologia dos implantes cocleares e devido aos excelentes resultados obtidos nos pacientes implantados, os critérios de indicação do IC estão cada vez maisContinuar lendo “Preservação Auditiva e Implante Coclear”

A importância do tratamento da perda auditiva leve

O que é perda auditiva leve: A perda auditiva leve é quando o indivíduo tem os seus limiares do exame de audiometria entre 26 a 40 dB nível de audição (Lloyd e Kaplan, 1978).  Alguns sintomas que começam a aparecer quando se tem perda auditiva leve são: Dificuldade em captar os sons mais fracos eContinuar lendo “A importância do tratamento da perda auditiva leve”

Como funciona o tratamento multidisciplinar em: Psicopedagogia/Fonoaudiologia/Psicologia

A fonoaudiologia é uma ciência que atua na área da comunicação e seus distúrbios. O fonoaudiólogo garante a promoção, prevenção, avaliação, diagnóstico e intervenção quando a demanda abrange funções da audição, de equilíbrio, de linguagem, voz, etc. (CREFONO 2). Esse profissional é o responsável pela habilitação e reabilitação também quando se trata de alguma deficiênciaContinuar lendo “Como funciona o tratamento multidisciplinar em: Psicopedagogia/Fonoaudiologia/Psicologia”

BERA e Autismo

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), de acordo com a nomeação dada pelo DSM-5, antes denominado Autismo, é uma alteração neurológica que se caracteriza por comprometer a interação social, a comunicação verbal e não-verbal, levando a atrasos significativos no desenvolvimento da fala e da linguagem, e presença de comportamento restritivo e repetitivo, que tipicamenteContinuar lendo “BERA e Autismo”

ATUALIDADES SOBRE OS SISTEMAS DE CONDUÇÃO ÓSSEA

AUDIÇÃO POR CONDUÇÃO ÓSSEAO conceito de audição por condução óssea, fenômeno através do qual uma vibração pode transmitir som, foi descrito pela primeira vez por escrito em 1500 por Girolamo Cardano (MUDRY, 2011). Dispositivos rudimentares, como uma haste, foram inicialmente utilizados como dispositivos auxiliares para pessoas com perda auditiva, fornecendo um caminho para que asContinuar lendo “ATUALIDADES SOBRE OS SISTEMAS DE CONDUÇÃO ÓSSEA”

Qual a diferença entre o PEATE/BERA e o Frequência Específica

Os PEAs possibilitam avaliar a integridade funcional das vias auditivas, desde o órgão receptor periférico até o córtex cerebral. Avalia a sincronia neural do sistema nervoso até o tronco encefálico frente a um estímulo sonoro. As principais características analisadas são as latências das ondas, que é o intervalo de tempo entre a apresentação do estímulo sonoro até o aparecimento da onda. É um exame muito útil no diagnóstico diferencial de pacientes com perdas unilaterais; zumbido; perdas assimétricas; perdas cocleares x retrococleares; etc.
Agora vamos falar sobre o frequência específica. Temos dois exames importantes disponíveis clinicamente. São eles: o ToneBurst (TB) e o estado estável (ASSR). São exames eletrofisiológicos que não avaliam a integridade das vias, mas dependem da integridade dessas vias para que sejam confiáveis. Eles nos fornecem um limiar eletrofisiológico por frequência, dessa forma conseguimos ter um audiograma eletrofisiológico nas principais frequências, 500, 1000, 2000 e 4000Hz (pode ser realizado em demais frequências, depende do equipamento do exame que o profissional tem disponível).