A importância do apoio familiar para a reabilitação auditiva – pequenas atitudes que ajudam muito a comunicação

A família precisa estar plenamente unida e engajada no processo terapêutico. Enquanto os terapeutas são apenas agentes de apoio, a família é o agente modificador da realidade das crianças (Bevilacqua, 1985), uma vez que a maior parte do tempo a criança está inserida no seio familiar e não no ambiente terapêutico.
Os pais e/ou cuidadores devem estar cientes que não é apenas colocar o AASI ou IC que tudo se resolverá. Todos que interagem com a criança precisam internalizar estratégias que auxiliem no desenvolvimento das habilidades auditivas e de linguagem.

Crianças usuárias de implante coclear com pais surdos: discussão sobre bilinguismo

É comum que quando essas famílias tem um filho surdo, em tempos como hoje, em que existem avanços tecnológicos, surja o interesse de pesquisar melhor sobre o IC e entender o que ele pode fornecer ao seu bebê. A possibilidade de se comunicar oralmente com o auxílio deste dispositivo é o interesse de muitos pais surdos a seus filhos.

Medo, resiliência e surdez em tempos de pandemia

O medo é inerente à vivência da surdez. A pessoa que convive com a falta ou a diminuição da audição, sentido diretamente relacionado à nossa capacidade de apreender o mundo e nos comunicarmos, lida com essa emoção diariamente. O medo aparece em diferentes situações: medo de não entender o que é dito e assim perder alguma informação ou responder algo sem sentido dentro daquele contexto, medo de ser visto como incapaz devido ao preconceito da nossa sociedade em relação às pessoas com deficiência, medo de não conseguir emprego, medo de ter dificuldade nos relacionamentos, medo de não ter acessibilidade e se sentir excluído, etc…

Implante Coclear em pacientes com perda auditiva unilateral

O começo da perda auditiva unilateral costuma ser de forma abrupta e idiopático, por mínima que seja a assimetria entre as orelhas, tem o poder de proporcionar uma deficiência auditiva, principalmente no que se refere a situações com inúmeras pessoas falando ao mesmo tempo. Consequentemente, a perda total ou quase total da audição em um ouvido proporciona dificuldades na escuta na maioria das situações diárias dos sujeitos.

Ei, sou surda sim!

Quando finalmente recebi o diagnóstico de Perda Auditiva Bilateral Neurossensorial Simétrica Idiopática. Simétrica porque a perda é igual em ambos os ouvidos e idiopática por ser de causa desconhecida. Na época eu não sabia exatamente o que tudo isso significava. Lembro de chegar em casa e contar aos meus pais que logo disseram que os médicos (uma junta médica de especialistas) estavam equivocados e que eu estava fingindo, e possivelmente forjei os exames, como se isso fosse de fato possível. Agora em 2021 descobri finalmente a causa da minha surdez, depois de realizar o exame de Eletrococleografia foi identificado que tenho a doença de Meniérie, o que torna a minha surdez progressiva.

Audição e desenvolvimento de fala e linguagem

A audição é um dos pilares sensoriais para o desenvolvimento social como um todo – e também para a linguagem. Graças às nossas habilidades de percepção, conseguimos associar informações sensoriais que recebemos à nossa memória e cognição, de modo que formamos conceitos sobre o mundo e sobre o que acontece ao nosso redor. É assim que a linguagem se constitui: como uma gama de experiências, auditivas, visuais, táteis, somatossensoriais, que são transmitidas aos centros neurológicos, tendo como resultado significados diversos para essas vivências, que transformam esses conceitos em realidade.

Tipos de perda auditiva

Ao contrário dessas situações de dificuldade auditiva temporária, a perda auditiva é permanente, causada por alguma lesão nas vias auditivas, e ocorre quando perdemos total ou parcialmente a habilidade de ouvir, variando em grau e intensidade. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a audição normal permite ouvir sons de até 25 decibéis ou mais baixos nos dois ouvidos; abaixo desse limiar, já se considera uma perda auditiva.

Binauralidade: O que é e sua importância para o desenvolvimento de linguagem

A binauralidade nada mais é do que o input auditivo que chega para as duas orelhas, mas além disso, ela também envolve a capacidade do sistema auditivo nervoso central (SNAC) em somar, analisar e integrar estas informações para que posteriormente ocorra o processamento auditivo binaural, facilitando a compreensão de diferentes sons. Com isso o indivíduo estará apto a se comunicar em ambientes com diferentes fontes sonoras, mesmo com ruído excessivo, e possibilita uma comunicação eficiente.
Quando há perda auditiva, os mecanismos binaurais, necessários para o desenvolvimento auditivo e de linguagem, não acontecem, e por isso interferem no aprendizado e desenvolvimento de linguagem oral, no caso de crianças. Quando a privação sensorial passa dos 4 anos de idade o SNAC entende que não é necessário desenvolver habilidades auditivas, e com isso acaba por se tornar “expert” em outras, como por exemplo, tátil ou visual. É a teoria da compensação, na qual o cérebro acaba utilizando o córtex auditivo para receber outros inputs.

Zumbido: Sinal de perda de audição? Se adaptar aparelho auditivo ou o Implante Coclear ele desaparece?

Zumbido é definido como sendo a percepção consciente de som na cabeça ou nas orelhas, na ausência de estímulo sonoro externo correspondente. É uma das queixas de ouvido mais comum e interfere na qualidade de vida dos pacientes. Não é uma doença e sim um sintoma.