Teleaudiologia: a contribuição do acesso remoto nos casos de implante coclear – uma revisão sistemática

Introdução: A teleconsulta pode ser benéfica em diversos aspectos: social, econômico, terapêutico
e normativo. Na audiologia, a realização da teleconsulta vem sendo bastante estudada em alguns
serviços, principalmente, na programação remota de usuários de Implante Coclear. Objetivo: Investigar
a aplicabilidade, vantagens e desvantagens da teleconsulta em audiologia para os usuários de Implante
Coclear. Método: Trata-se de pesquisa de revisão sistemática em que foram realizadas buscas nas
bases de dados sem limitação de ano. Foram selecionados e incluídos, somente estudos de intervenção
não randomizados, estudos descritivos e estudo de caso. Para leitura na íntegra, foram avaliados os
procedimentos de aplicabilidade da teleconsulta, descrição dos pontos positivos pelos pacientes,
profissional ou entre profissional e paciente, além da descrição de suas desvantagens. Resultados:
Foram incluídos quatorze estudos, da língua inglesa e português do Brasil. Foram encontrados estudos
de seguimento remoto nos seguintes casos: mapeamento, testes de fala (mensurações de níveis T e C),
técnicas e configuração de plataformas remotas e orientações fonoaudiólogicas. Conclusão: Há diversas
maneiras que possibilitam o sucesso do Implante Coclear na teleconsulta como mapeamento e orientações.

A importância do tratamento da perda auditiva leve

O que é perda auditiva leve: A perda auditiva leve é quando o indivíduo tem os seus limiares do exame de audiometria entre 26 a 40 dB nível de audição (Lloyd e Kaplan, 1978).  Alguns sintomas que começam a aparecer quando se tem perda auditiva leve são: Dificuldade em captar os sons mais fracos eContinuar lendo “A importância do tratamento da perda auditiva leve”

O QUE É CERA DE OUVIDO?

Quem nunca falou que “cera de ouvido é sujeira” ou “é nojenta” que atire a primeira pedra! E, para quem ainda não sabia, a cera de ouvido realmente não é sujeira e, muito menos,  nojenta. Ela existe porque tem um papel muito importante para os nossos ouvidos! Vamos ver, então, o que ela é? TambémContinuar lendo “O QUE É CERA DE OUVIDO?”

Triagem auditiva neonatal

Quem vê cara, não vê cóclea, é o que costumamos dizer aqui no nosso local de trabalho. Crianças recém-nascidas são lindinhas e fofinhas, mas sim, podem ser surdas. E para que esta criança lindinha e fofinha tenha a chance de se desenvolver plenamente com todas as suas capacidades, é que o teste da orelhinha nasceu.Continuar lendo “Triagem auditiva neonatal”

Como funciona o tratamento multidisciplinar em: Psicopedagogia/Fonoaudiologia/Psicologia

A fonoaudiologia é uma ciência que atua na área da comunicação e seus distúrbios. O fonoaudiólogo garante a promoção, prevenção, avaliação, diagnóstico e intervenção quando a demanda abrange funções da audição, de equilíbrio, de linguagem, voz, etc. (CREFONO 2). Esse profissional é o responsável pela habilitação e reabilitação também quando se trata de alguma deficiênciaContinuar lendo “Como funciona o tratamento multidisciplinar em: Psicopedagogia/Fonoaudiologia/Psicologia”

Audiometria normal não é sinônimo de audição normal

Frequentemente, recebo no consultório, pacientes com exames de Audiometria tonal, vocal  e Imitanciometria dentro dos padrões de normalidade, porém com queixas de ouvir, mas não  compreender as informações auditivas, principalmente em ambientes ruidosos.   A Audiometria Tonal convencional é um exame que avalia as vias auditivas periféricas,  cujas frequências analisadas abrangem as faixas de 250 HzContinuar lendo “Audiometria normal não é sinônimo de audição normal”

BERA e Autismo

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), de acordo com a nomeação dada pelo DSM-5, antes denominado Autismo, é uma alteração neurológica que se caracteriza por comprometer a interação social, a comunicação verbal e não-verbal, levando a atrasos significativos no desenvolvimento da fala e da linguagem, e presença de comportamento restritivo e repetitivo, que tipicamenteContinuar lendo “BERA e Autismo”

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO DE SURDOS ORALIZADOS USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR

Tendo em vista que as dificuldades encontrados pelos estudantes surdos oralizados  usuários de implante coclear em relação a uma única abordagem metodológica de  ensino de alfabetização e letramento, pesquisa-se sobre a alfabetização e letramento  de surdos oralizados usuários de implante coclear a fim de identificar a correlação de  quais métodos de alfabetização podem auxiliar na construção do conhecimento  durante o processo de alfabetização e letramento dos estudantes surdos oralizados  usuários de implante coclear, para tanto é necessário comprovar de que forma a  alfabetização e o letramento podem ser trabalhados com os estudantes; analisar a  correlação de métodos de alfabetização, que podem ser trabalhados de forma que  favoreçam o estudante nas práticas sociais de leitura e escrita; descrever o papel do  professor em como promover mediações e intervenções de acordo a combinação das  abordagens metodológicas. Realiza-se então uma pesquisa bibliográfica, descritiva,  exploratória e qualitativa. Diante disso, verifica-se também o papel do professor como  mediador das práticas conduzidas ao aprendizado de seus alunos e o que impõe a  constatação de uma pesquisa com tema, problema e objetivos devidamente atendidos  de forma significativa.

ATUALIDADES SOBRE OS SISTEMAS DE CONDUÇÃO ÓSSEA

AUDIÇÃO POR CONDUÇÃO ÓSSEAO conceito de audição por condução óssea, fenômeno através do qual uma vibração pode transmitir som, foi descrito pela primeira vez por escrito em 1500 por Girolamo Cardano (MUDRY, 2011). Dispositivos rudimentares, como uma haste, foram inicialmente utilizados como dispositivos auxiliares para pessoas com perda auditiva, fornecendo um caminho para que asContinuar lendo “ATUALIDADES SOBRE OS SISTEMAS DE CONDUÇÃO ÓSSEA”

Qual a diferença entre o PEATE/BERA e o Frequência Específica

Os PEAs possibilitam avaliar a integridade funcional das vias auditivas, desde o órgão receptor periférico até o córtex cerebral. Avalia a sincronia neural do sistema nervoso até o tronco encefálico frente a um estímulo sonoro. As principais características analisadas são as latências das ondas, que é o intervalo de tempo entre a apresentação do estímulo sonoro até o aparecimento da onda. É um exame muito útil no diagnóstico diferencial de pacientes com perdas unilaterais; zumbido; perdas assimétricas; perdas cocleares x retrococleares; etc.
Agora vamos falar sobre o frequência específica. Temos dois exames importantes disponíveis clinicamente. São eles: o ToneBurst (TB) e o estado estável (ASSR). São exames eletrofisiológicos que não avaliam a integridade das vias, mas dependem da integridade dessas vias para que sejam confiáveis. Eles nos fornecem um limiar eletrofisiológico por frequência, dessa forma conseguimos ter um audiograma eletrofisiológico nas principais frequências, 500, 1000, 2000 e 4000Hz (pode ser realizado em demais frequências, depende do equipamento do exame que o profissional tem disponível).